sábado, 22 de março de 2014

Segundo casamento há benção nele?

EDIÇÃO 84 > ESPECIAL
Há bênção na segunda chance?
Segundo casamento
Uilians Santos
Existe no meio evangélico quase um consenso de que o divórcio e, conseqüentemente, um segundo casamento são atos pecaminosos, indignos de pessoas que declaram Jesus Cristo como Senhor e Salvador. A posição é baseada em passagens bíblicas como Malaquias 2.16, onde Deus deixa claro que “odeia o divórcio” e que este não foi o plano inicialmente estabelecido para a família. Porém, a própria Palavra do Senhor mostra que em algumas situações como infidelidade, relatada em Mateus 19, ou abandono, como esclarece 1 Coríntios 7.15, a separação é aceita e deixa a pessoa livre da condenação do pecado e do julgamento de outras pessoas.
Apesar das argumentações serem variadas, assim como as interpretações, o notório é que o tema é um tabu entre crentes e gera várias discussões. O assunto ganha mais força num momento onde o número de separações e recasamentos de evangélicos vêm aumentando em todo o mundo. Pesquisa realizada pelo Barna Research Group mostra que o índice de divórcios entre os cristãos americanos é mais elevado do que a média da parcela da população não-crente. Segundo o estudo, 27% das pessoas que declaram Cristo como Senhor já passaram por essa experiência, contra 24% dos adultos não “alcançados”. O Instituto Gallup também rastreou a vida dos casais cristãos americanos e encontrou resultado bastante parecido. A pesquisa apontou que 26% dos protestantes e 23% dos católicos já foram divorciados em algum momento da vida.
No Brasil a situação não é diferente. Em 2005, a Sepal (Servindo Pastores e Líderes), em parceria com o Ministério Apoio, realizou uma pesquisa para traçar o perfil das pessoas sem casamento nas igrejas brasileiras. Um dos objetivos do estudo era “conhecer a realidade afetiva, sexual, familiar e social” das pessoas que não estavam casadas no meio evangélico e preparar a igreja para trabalhar com elas.
O levantamento, feito com 478 evangélicos de diversas denominações de todas as regiões do país, revelou que pessoas entre 41 e 60 anos (79%) que responderam à pesquisa estavam divorciadas. Dos crentes que não estavam casados nas igrejas brasileiras, a partir dos 30 anos, a pesquisa mostrou que 34% dos homens e 32% das mulheres estão divorciados. O estudo revelou ainda que 22% dos homens e 13% das mulheres se encontravam separados.
Ao lado das questões espirituais, e por ser uma decisão que não afeta diretamente a vida do casal, mas de toda a família, é preciso levar em conta vários fatores antes de chegar a uma decisão. Até que ponto o divórcio e o novo casamento são atitudes realmente corretas aos olhos do Senhor? Como a igreja deve lidar com essa crescente situação? O que a Palavra de Deus diz sobre o assunto? Caso existam filhos, como eles reagirão à separação?
Estas são algumas das questões que devem ser feitas. “A decadência moral da sociedade contemporânea está influenciando a igreja. Em vez de a igreja lutar contra a cultura do relativismo mundano, ela está sendo influenciada”, afirma o pastor e escritor Hernandes Dias Lopes.
Lopes explica que em apenas duas situações o divórcio é legitimado: infidelidade (Mt 19.3-12) e abandono (1 Co 7.15). O autor do elucidativo Casamento, Divórcio e Novo Casamento (editora Hagnos) não é favorável à separação. Em sua obra, ele não aborda apenas questões sobre o divórcio, mas mostra ensinamentos para a boa convivência do casal e de como se construir um matrimônio sólido: “Penso que o perdão e a mudança de conduta são melhores do que a separação”.
DEUS DO IMPOSSÍVEL
O perdão é uma das principais características de Deus e do cristianismo ao longo dos séculos. Por meio do seu amor incondicional, o Senhor deixa claro que é capaz de esquecer os erros cometidos por qualquer pessoa que os “confessar” e os abandonar. E no casamento não é diferente.
Um dos exemplos é o de Davi que, mesmo após ter matado e cometido adultério com a mulher de Urias, foi perdoado quando reconheceu seu erro e acabou tornando-se “um homem segundo o coração de Deus”. Além disso, de uma relação que começou ilícita, foi gerado o rei Salomão, e da mesma linhagem nasceu Jesus Cristo.
Além desse exemplo na vida de Davi, a Bíblia registra nos três primeiros capítulos do livro de Oséias a história de Gômer, esposa do profeta que, seduzida pela luxúria, acaba deixando o lar para viver com seus amantes. Este incidente da vida do profeta é usado como exemplo, no texto, para também mostrar a prostituição em que se encontrava Israel, que havia se “cansado” de Deus e se entregado a outros deuses.
No capítulo 3, o Senhor deixa claro que, mesmo traído, não abandonaria Israel, e o mesmo esperava de Oséias. “O Senhor me disse: Vá, trate novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada de outro e ser adúltera. Ame-a como o Senhor ama os israelitas, apesar de eles amarem outros deuses” (vs.1).

Estudioso do tema e com aproximadamente 25 anos de experiência no aconselhamento de casais, Lopes, que está à frente da 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES), explica que as pessoas que optaram pela separação dentro do que é previsto pela Bíblia não podem ser condenadas e nem vistas como pecadoras por decidirem casar novamente.
Para ele, quem proíbe ou condena o novo casamento de divorciados segundo as leis bíblicas comete um erro. “A Bíblia não nos autoriza a colocar esse fardo sobre os ombros daqueles que foram vítimas da infidelidade do cônjuge ou abandonados. Assim, onde a Bíblia permite o divórcio, ela também ratifica o novo casamento”, ensina. “Chamar de pecado o que Deus não chama de pecado é um grave erro. O apóstolo Paulo alerta para o ensino perigoso dos espíritos enganadores que proíbem o casamento (1 Tm 4.3)”, escreve.
Na avaliação do pastor e terapeuta familiar Josué Gonçalves, existe muita “ignorância quando se trata de separação conjugal”. Muitas vezes, a igreja acaba esquecendo de seguir o exemplo da compaixão ensinada por Jesus Cristo e acaba atrapalhando mais do que ajudando as pessoas que foram obrigadas a tomar essa decisão. Embora seja contrário à banalização do casamento, Gonçalves, que atende casais e realiza palestras em várias regiões do Brasil e do exterior, reconhece que, em “alguns casos”, a separação “é uma questão de bom senso e de preservação até da integridade física”. Outro fator para a crise do casamento é a secularização, que tem deixado muitas marcas entre os crentes. “A causa principal é a crise de compromisso que estamos vivendo dentro e fora dos portões da igreja. Amar, antes de ser um sentimento, é uma decisão. Esta decisão precisa ser responsável e de longa duração. A igreja não pode perder o senso de radicalidade do Evangelho”, comenta.
Após cinco anos de casamento, Deborah dos Santos Travassos, 30 anos, foi obrigada a colocar um ponto final em seu casamento depois que descobriu que o ex-marido, que ocupava cargos de liderança, mantinha, há mais de um ano, um caso extraconjugal com uma irmã da igreja onde congregavam. Depois de tomar conhecimento da traição, nos doze meses seguintes ela ainda tentou salvar o casamento. Porém, como o ex-marido não mudou sua conduta, preferindo ficar com a amante, Deborah decidiu buscar a própria felicidade. “Eu estava sendo humilhada e não podia ficar correndo atrás de uma pessoa que estava me fazendo sofrer. Eu queria ser feliz e viver.”

Para o casal Jessé Bueno e Suely Lemes de Oliveira, diretores nacionais do MMI Brasil, que promove o Curso Casados para Sempre, o casamento não deve ser desfeito em nenhuma circunstância
Embora sua vida espiritual tenha sido inicialmente abalada, Deborah nunca perdeu a fé e a esperança de construir uma família. Orientada por seu pastor e crendo que Deus a ajudaria a solucionar seu drama, ela se casou novamente. Hoje, passados cinco anos ao lado de Moisés, que na época iniciava na caminhada cristã, ela comemora um dos melhores momentos de sua história (Deborah também é mãe de uma linda menina chamada Letícia). “Sempre tive certeza da vitória. E hoje vivo aquele sonho que sempre quis ter”, garante. “Na época, quando tudo aconteceu, muitas pessoas me disseram que a glória da segunda casa seria melhor do que a primeira”, afirma, dizendo que tem vivenciado essa verdade bíblica. “Quando você está na presença de Deus e fazendo as coisas certas, tudo acaba te conduzindo a Ele.”

JOGO ABERTO
Na avaliação do pastor Fausto Brasil, responsável pelo Ministério Apoio, entidade cristã fundada em 1996 com o objetivo de atender pessoas “solteiras, divorciadas e viúvas”, a igreja deve, primeiramente, ser honesta ao ensinar à congregação o que crê. “Se o novo casamento não faz parte de suas convicções, seus membros precisam saber disso e o porquê”, diz. “Outra situação é a igreja não aceitar o divorciado casado de novo como membro. Ela pode até não aceitar, mas não pode impedir que estes freqüentem as reuniões e os cultos, e, por mandamento, deve amar a todos indistintamente.”
Fausto Brasil avalia que considerar todos os divórcios e o segundo casamento como algo pecaminoso é um grave erro. Porém, explica que se uma pessoa sair de casa, assumir um “relacionamento adúltero”, não se arrepender de seu ato e não buscar restaurar seu casamento, mas mantê-lo desta forma, “está, sim, em pecado”. “Ao falar sobre divórcio, Jesus é muito claro em afirmar que o mesmo ocorre devido à ‘dureza do coração’ (Mateus 19.8). Quando o coração de um, do outro ou dos dois endurece, não há mais espaço para arrependimento, para perdão, para reconciliação, e a separação parece ser a saída.”

Deborah Travassos foi obrigada a encerrar seu casamento depois de descobrir que o ex-marido, que ocupava cargos de liderança, mantinha um caso extraconjugal. Hoje comemora vitória ao lado de Moisés e da filha Letícia, sua nova família
O pastor presbiteriano Wesley Triunfo Rocha, 39 anos, casou-se novamente depois de sofrer com “problemas conjugais relatados em Mateus 19” e ser abandonado pela ex-esposa. “A separação não foi o melhor caminho. Busquei a restauração, mas não foi possível. Não poderia ficar com alguém que não queria viver mais comigo.”
Na época em que passava pelo processo de separação, cinco casais de sua igreja – na pequena Piratininga, cidade do interior paulista, com cerca de 10 mil habitantes – também estiveram próximos de colocar um ponto final no matrimônio. Depois de acompanhamento pastoral e trabalhos de cura interior, todos os casais resolveram permanecer juntos. Entretanto, o pastor acredita que a posição de expor para a igreja o problema que enfrentava colaborou para que os casais em crise compreendessem a importância do casamento. “Eu ainda creio e prego que o casamento é para sempre”, reforça Rocha.
Além de ser favorável ao divórcio, mas somente após esgotar todas as possibilidades de uma reconciliação, Rocha lembra que agressões, violência doméstica, traição, dureza de coração e abandono são algumas situações que podem levar pessoas a terminar um relacionamento.

Adolfo Costa e Deize de Paula eram separados e se casaram há 28 anos. Ele é pastor há 15 anos e acredita que a falta de orientação é, hoje, a principal causa para o alto índice de divórcios na igreja
O pastor conta que atendeu a um caso em sua igreja em que a mulher era agredida fisicamente pelo marido. Mesmo depois de muita conversa, acompanhamento de especialistas e aconselhamento pastoral, as surras à esposa e aos filhos não cessaram. Em várias ocasiões, as sessões de violência e ameaças de morte terminavam na delegacia. “Como dizer que aquela família levava uma vida de bênçãos se dentro de casa era um inferno?”, questiona pastor Rocha. Depois de acompanhar de perto, durante anos, aquela situação e não ver nenhuma evolução, o pastor começou a temer o pior e sugeriu a separação do casal. “Como poderia dizer para a pessoa continuar casada numa situação dessas? Ela e as crianças corriam sérios riscos de vida”, enfatizou.
Numa situação extrema como essa, o pastor Ciro Eustáquio Lima de Paula, responsável pela Rede da Família, que desenvolve diversas atividades com fundamentação bíblica para atender lares em diversas áreas, revela que não incentivaria o rompimento dos laços matrimoniais. “Mesmo que o agressor passe um período na cadeia, preferimos que o casal permaneça casado.”
Josué Gonçalves afirma que cada divórcio tem uma história e os diversos casos não podem ser tratados de forma generalizada. Falta de maturidade, de comunicação, desajuste sexual, ciúme doentio, insatisfação sexual, falta de conselheiro, intromissão de parentes no casamento, desequilíbrio financeiro, incompatibilidade espiritual e falta de perdão são as principais causas que têm levado casais a terminarem um matrimônio. Nessa circunstância, a congregação, como defensora da família, tem importantes papéis a cumprir, como preparar os que vão se casar, tratar das uniões em crise e socorrer as pessoas que passaram pelo divórcio. “A igreja deve buscar sempre trabalhar na restauração dos casamentos arruinados. Porém, existem pessoas que foram abandonadas, traídas, forçadas por uma situação irreversível e precisam ser assistidas, tratadas, apoiadas e curadas.
A igreja é uma grande clínica da alma: tem a missão de curar aqueles que sofreram uma separação que sempre é traumática”, frisa.

ANALISANDO AS EXCRITURAS
Verificar o que realmente diz as Escrituras é uma das lições para contrariar o radicalismo e as interpretações equivocadas da Palavra de Deus nessas situações. Para Jaime Kemp, fundador do Ministério Lar Cristão, entidade que tem ajudado milhares de pessoas a restaurarem a harmonia de suas casas, o pastor que se separou sem o consentimento bíblico perde a ‘autoridade’ e ‘credibilidade’ para permanecer diante do trabalho. Ele lembra que em 1 Timóteo 3, o apóstolo Paulo deixa registrado que o líder precisa tomar alguns cuidados no exercício da atividade ministerial, como ‘ser marido de uma só mulher’ e ‘não ser motivo de acusação’.
“Em minha opinião, se o líder se divorciou em base não bíblica, perdeu a unção para ficar no cargo de liderança.” Para ele, um dos motivos que tem gerado a "epidemia" de separações e recasamentos nos púlpitos é a má interpretação das Escrituras. “Há pessoas que não têm conhecimento da Palavra de Deus e acabam ensinando heresias”, afirma. Para mudar essa situação, é preciso voltar a ensinar a Palavra, estabelecer regras claras para que todos na igreja fiquem cientes e preparar os casais para enfrentar as adversidades. “Nós deveríamos fazer a diferença, ser sal e luz para modificar e transformar a sociedade, mas hoje é a sociedade que está nos transformando.”
As histórias pessoais de Adolfo Carmo Costa e Deize de Paula Costa são parecidas. Ambos foram casados antes de se converterem, se separaram, e os antigos companheiros não estão mais vivos. Casados há 28 anos, eles construíram uma família e hoje são vistos como exemplo por muitos amigos e familiares. Sempre que um dos filhos enfrenta problemas no casamento, vão buscar o conselho dos pais.
Adolfo Costa, que é pastor há 15 anos e atualmente lidera a Igreja Evangélica Congregacional em Santos (SP), acredita que a falta de orientação é, hoje, a principal causa para o alto índice de divórcios na igreja. Para evitar que problemas ocorram e o número de separações aumente, ele defende que a igreja tenha um grupo de apoio que preste auxílio aos casais e oriente na educação dos jovens em relação ao casamento. “Um casal tem o direito de se unir e ser feliz. É isso o que o Senhor quer de nós”, ressalta.
A Rede da Família está ligada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG) e acompanha o casal desde o namoro. Os noivos passam por um estudo bíblico antes de trocarem as alianças e, após o casamento, têm a oportunidade de fazer cursos voltados para diversas áreas da vida familiar, como finanças e criação de filhos. “Trabalhamos no sentido de o casamento não ser desfeito”, explica o pastor Ciro Eustáquio.
A grande quantidade de informações acaba se refletindo positivamente na vida dos casais. Segundo ele, a média de separações das pessoas que passam pelo curso está aproximadamente 5% inferior aos 30% da média brasileira.
Nas situações de pessoas que desejam se casar novamente, um dos cuidados é analisar, por meio de uma entrevista, se a primeira separação teve fundamentação bíblica. “Tem casos em que não aconselhamos e não realizamos o casamento.”
Para mudar o quadro atual, além do investimento na educação, participação da igreja e preparação dos jovens, os bons exemplos a ser seguidos precisam partir de casa. Nessa missão, o pastor e terapeuta familiar Josué Gonçalves sugere que os pais devem servir como espelho e viver uma vida conjugal equilibrada para que os filhos trilhem os mesmos modelos ao longo da vida. “Cada um de nós é responsável pela decisão que toma, pois a Palavra está aberta para todos como um aferidor que deve nos dirigir em cada escolha que fazemos”, ensina.
Para o casal Jessé Bueno de Oliveira e Suely Lemes Barbosa de Oliveira, diretores nacionais do MMI (Marriage Ministries International) Brasil, entidade que promove o Curso Casados para Sempre, o casamento não deve ser desfeito em nenhuma circunstância. Na avaliação deles, as igrejas que aceitam e realizam o casamento de pessoas separadas estão abrindo precedentes para que outros casos de separação ocorram. “Às pessoas que já passaram por esta experiência de divórcio e novo casamento orientamos a respeito do arrependimento, porque um pecado é o divórcio, e o outro é o segundo casamento”, afirma.
Nos cursos realizados em todo o Brasil, o aconselhamento é valorizado pelo bem da família, e homens e mulheres são orientados a lutar pelos seus casamentos, independentemente das situações que os levaram ao rompimento. “Se lutarmos pela manutenção da aliança, que é o plano original de Deus, certamente ajudaremos a evitar muitos problemas futuros. Cremos em um Deus todo-poderoso, para quem não há impossíveis”, arremata o casal.

pergunta de um esprita a um pastor

Arlindo Ewerson – Salvador (BA)

Olá Reinaldo. Eu sou um espiritualista kardecista com muito orgulho. Gostaria de entender porque os protestantes fazem tamanha oposição a uma realidade que inclusive está na Bíblia. Nós respeitamos muito a vocês, mas por que que vocês não nos respeitam?

Resposta

Meu caro Arlindo, a todo ser humano, independente de sua prática religioso ou qualquer outro aspecto que o distinga, somos devedores no tocante ao respeito e o amor, pois isso é premissa universal da fé cristã. Nada disso, porém, coloca em prejuízo a verdade da fé e do ensinamento bíblico, citado de maneira errada por você. Espiritualismo é um nome moderno para o que a Bíblia chama feitiçaria ou espiritismo. Um espiritista é um místico que se torna num canal, ou num agente receptor, para receber comunicações que vêm do mundo dos espíritos. Que Diz Deus sobre o espiritismo? A Bíblia diz em Levítico 19:31 “Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.”

O Espiritismo já era comum entre os pagãos nos tempos remotos. Deus preveniu os Filhos de Israel para não se envolverem com o espiritismo justo antes de entrarem na Terra Prometida de Canaã. A Bíblia diz em Deuteronômio 18:9-12 “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.”

As pessoas buscam conselhos dos médiuns psíquicos. Qual é a fonte verdadeira das mensagens transmitidas por estes espiritistas? Um episódio na vida do Apóstolo Paulo esclarece o assunto da identidade dos espiritistas. A Bíblia diz em Atos 16:16-18 “Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou- se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu.”

Espíritos maus, anjos que antes viviam com Deus no céu, rebelaram-se com Satanás e foram lançados ao planeta Terra. A Bíblia diz em Apocalipse 12:7-9 “Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.”

Como os espíritos do Espiritualimo são satânicos, esta atividade é odiosa nos olhos de Deus. De fato, durante os tempos dos Israelitas, qualquer pessoa envolvida em espiritismo punida com a morte. A Bíblia diz em Levítico 20:27 “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles.” Isaías 8:19 “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?”

Obviamente, não vamos apedrejar nenhum espírita em nossos dias, mas o alertamos expressamente a que se arrependam e voltem-se para Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Deus te abençoe.


Leia mais: http://www.reinaldoribeiro.net/news/respondendo-perguntas-de-leitores-jan-14-/

pergunta sobre divorcio

Ariane Lima – Palmas (TO)


Reinaldo, a igreja sempre quis controlar muito a questão da vida íntima das pessoas casadas e normalmente só quem fica viúva é que consegue ter aprovação para casar de novo. Só que as coisas nem sempre são assim tão simples. Eu me casei apaixonada, mas depois o amor acabou e eu me apaixonei por outro homem. Não quis trair meu marido e me separei dele para casar com o outro. Sem falar que meu primeiro marido nem queria compromisso sério com Deus e esse atual gosta de ir pra igreja. Se eu fui sincera então qual é o meu pecado nisso tudo?

Resposta


Ariane, a base de análise que você segue é pessoal e alinhada à filosofia secular, passando bem distante do que dizem as Escrituras. Eu deixarei que a própria Bíblia demonstre isso para você. Por quanto tempo deve durar o casamento? A Bíblia diz em Romanos 7:2 “Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido.”

Cristo reconhece somente uma razão válida para o divórcio. A Bíblia diz em Mateus 5:32 “Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.” 

Não agrada a Deus que as pessoas se divorciem, quando no casal existiu fidelidade. A Bíblia diz em Malaquias 2:14-16 “Todavia perguntais: Por que? Porque o Senhor tem sido testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, para com a qual procedeste deslealmente sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência o seu vestido; portanto cuidai de vós mesmos, diz o Senhor dos exércitos; e não sejais infiéis.”
Se um dos esposos se divorcia por outra razão além de adultério, ambos devem permanecer solteiros. A Bíblia diz em I Coríntios 7:10-11 “Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.”


O fato de estar casado com uma pessoa que não crê em Deus não é razão suficiente para se divorciar. A Bíblia diz em I Coríntios 7:12-14 “Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.”

Portanto querida, eu respeito seus sentimentos e também respeito as concepções do mundo, mas a minha referência de fé e prática é a Bíblia e já que você pediu minha opinião, eu penso que você está em adultério e deve regularizar sua situação diante do seu verdadeiro marido ou então permanecer solteira, para que seu pecado não se agrave ainda mais.


Leia mais: http://www.reinaldoribeiro.net/news/respondendo-perguntas-de-leitores-jan-14-/

sexta-feira, 21 de março de 2014

Nudismo evangélico em crescimento!

O Senhor JESUS ALERTAVA SOBRE ESTAS COISAS.

Lucas 17:1 - E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!


Nudismo evangélico em crescimento!



Agora parece que virou moda tirar a roupa para Jesus! O irmão não leu errado não. É isto mesmo. No Brasil já há vários grupos de evangélicos praticantes de nudismo realizando reuniões de oração do jeito que vieram ao mundo. Nos Estados Unidos e na Austrália há igrejas em que todos participam do culto nús, do pastor às crianças; da vovó à irmã bonitona.

E não são poucos os adeptos desta prática. Eles se chamam “naturistas cristãos” e tem até site, na verdade vários. Sim, pois pude identificar pelo menos seis grupos distintos em atuação no país.

Conheça o site: http://naturistascristaos.org/0menu.htm

Estevão Prestes, na foto ao lado, catarinense e Andréia Baia são os webmasters do site. Estevão gosta de orar nu e já foi expulso de uma igreja. Assim se definem:

Somos um grupo de cristãos de diferentes igrejas que descobriram na prática naturista uma forma de desenvolvimento pessoal, de comunhão mais profunda ou, em alguns casos, apenas uma saudável opção de lazer. Apesar do direcionamento predominantemente evangélico estamos abertos a cristãos de todas as correntes, já que não acreditamos na discriminação.

Assim como o cristianismo, o naturismo também não se restringe a grupos sociais específicos, sendo composto por pessoas das mais diferentes profissões, níveis de escolaridade, faixas etárias e classes sociais. Naturistas aprendem a enxergar o outro além dos rótulos: antes de sermos desta ou daquela classe social, desta ou daquela raça, desta ou daquela religião ou nacionalidade, somos antes de tudo, depois de tudo e em todo o tempo, seres humanos, criados à Imagem e Semelhança de Deus, e esta imagem é o que pode existir de mais sagrado e presente em todos.

A comunhão entre Deus e nudismo custou caro ao arquiteto curitibano Estevão Prestes, 31 anos. Evangélico há 14 anos e freqüentador da Praia do Pinho (Santa Catarina) há três, ele foi expulso da Igreja do Evangelho Quadrangular, da qual foi professor da escola dominical. “Quando meus hábitos foram descobertos, fui chamado pelos pastores a um conselho. Houve a leitura de acusação formal de comportamento imoral”, conta Estevão, que hoje é membro da Igreja Presbiteriana. “Não escondo que sou naturista, mas também não ando com crachá. Os que sabem, me aceitam”, garante.

Estevão gosta de orar sozinho na praia e de ler a Bíblia – nu, é claro: “A vivência naturista me aproxima da espiritualidade. Tenho momentos de comunhão com a natureza, com Deus e o com próximo”, justifica. Pureza não está ligada às roupas’. Há muitos evangélicos naturistas no Brasil. A pureza da alma não está ligada às roupas. Considero o naturismo uma visão da Criação. As pessoas ainda têm preconceito contra o nu porque por falta esclarecimento. Sempre fui atuante na Igreja e não esperava ser excluído de minhas atividades de uma maneira tão desagradável. Mas a religião não deixou de estar no meu dia-a-dia. Converso com Deus seja onde for. Não escondo que sou naturista. Não tenho do que me envergonhar.



Depoimentos:

‘Não me considero um pecador’ . Na minha vida, o naturismo antecedeu a religião. Fico nu há 15 anos, desde que fui à Praia de Trancoso, na Bahia. Já freqüentei Abricó e gosto da Praia Olho de Boi. Há sete anos, eu me tornei evangélico. Não me considero um pecador por ainda buscar praias de nudismo. Onde está na palavra de Deus que é proibido ficar nu? Temos o espírito livre e puro. O que dizer do Carnaval, então? E das revistas de mulheres ou homens pelados? Nós temos uma filosofia de vida: a do respeito ao próximo.Carlos Moreira, 44 anos, comerciante.
Não é só no Rio que os evangélicos estão deixando de lado as indumentárias mais do que comportadas. Considerada um paraíso naturista, a Praia de tambaba, em João Pessoa, Paraíba, reúne entre seus freqüentadores um grupo de pelo menos 15 cristãos, segundo o ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba Nelci ROnes Pereira de Sousa, 47 anos.

Nascido em família evangélica, Nelci é naturista há mais de 20 anos. "Detesto roupas, o que não quer dizer que eu não tenha Deus no coração. Imoral é o que se faz de sujo com o corpo", defende ele, que está afastado da Igreja Batista há 10 anos. "Não sofri nenhuma crítica. É pura falta de tempo mesmo", diz o programador de computadores.

Já o aposentado Carlos Antonio Pereira de Moraes, 52 anos, deixou os cultos por se sentir "incomodado com o conservadorismo e o fanatismo": "Optei pelo naturismo e sou livre. Ser cristão é pregar o Evangelho onde for".


Naturistas Famosos?

Uma das coisas mais curiosas que vi no site foi uma lista de (supostos) naturistas cristãos famosos, segundo os autores:


AMY GRANT: Esta querida cantora gospel causou uma grande comoção em meados dos anos oitenta ao declarar ter tomado banho de sol e de mar completamente nua numa praia africana.





BILLY GRAHAN: O respeitado e completo evangelista foi conhecido por apreciar banhos em pêlo nas piscinas da Casa Branca em companhia do presidente americano Lyndon Johnson.





C. S. LEWIS: Respeitado conferencista e autor cristão, apreciava a tradicão de natação masculina sem roupas de Oxford e fez referências a vários amigos naturistas em seus escritos.




Obs: Não encontramos nenhuma fonte confiável para corroborar estas alegações.


Nudismo Pentecostal

O nudismo evangélico é uma idéia é tão inovadora, que muitos preferem o anonimato, como a líder de instituição pentescostal há 15 anos, Márcia, 48 anos, que trocou o nome para não ser reconhecida por seus fiéis. A pastora se converteu ao naturismo há três anos, após visitar a Praia Olho de Boi, em Búzios. “Me encantei com o respeito e a pureza. Ser naturista é estar em contato pleno com o Senhor”, defende ela, que visita sítios de lazer e já frequentou a Praia do Abricó, no Recreio, interditada ao nudismo por força de liminar.

Márcia diz ter aprendido que o naturismo não tem conotação sensual. “Vemos a nudez com olhos do espírito, sem malícia”, ensina a pastora, que lamenta o preconceito que enfrenta. “A igreja evangélica está recheada de dogmas e tabus. Somos tolhidos de vermos o mundo como é. Não poderia abrir minhas opiniões aos fiéis. Causaria grande rebelião”, pondera a pastora naturista. Ela também compartilha a palavra de Deus com amigos em recantos de nudismo. “Certa vez, uma irmã estava com sérios problemas e prestei favores espirituais para ela ali mesmo, em um sítio de convívio naturista”, recorda.



Nos Estados Unidos a pouca vergonha corre solta!
Nos Estados Unidos esta prática já não é nem mais novidade. Além de diversos campos, praias e clubes de nudismo apenas para evangélicos (veja o site em inglês: http://www.christiannc.com/index.htm ) agora tivemos a notícia de duas igrejas urbanas onde os membros e os pastores participam nus do culto. Uma fica em um condomínio em Tampa na Flórida e a outra (do vídeo a seguir) fica o Estado americano da Virginia (nordeste dos Estados Unidos). Na capela de Whitetail - uma comunidade nudista fundada em 1984, na cidade de Ivor, roupas são um item opcional.

"Eu não acredito que Deus se importe com a maneira como você se veste quando você faz suas orações. O negócio é fazer as orações", diz Richard Foley, um dos frequentadores.”

Mas, entre os que não fazem parte da congregação, a ideia de uma igreja nudista não agrada muito. Várias pessoas ouvidas nas ruas de Ivor se surpreenderam e disseram achar o conceito de uma igreja nudista desrespeitoso. O pastor Allen Parker discorda:

"Jesus estava nu em momentos fundamentais de sua vida. Quando ele nasceu estava nu, quando foi crucificado estava nu e quando ressuscitou, ele deixou suas roupas sobre o túmulo e estava nu. Se Deus nos fez deste jeito, como isso pode ser errado?"



Lucro
A comunidade nudista de Whitetail vai de vento em popa apesar dos tempos de crise. Segundo a administração do resort, mais de dez mil pessoas visitaram o local no último ano e os lucros subiram 12% no período. Os visitantes dizem que ser nudista é algo libertador. Para eles, em um ambiente como este não há julgamento de classe social e todos ficam livres para ser quem realmente são. Além disso, o clima seria de igualdade. Um frequentador exemplificou isso dizendo que, na comunidade, não é possível dizer quem está desempregado, quem é alto-executivo e quem é encanador.

"Aqui, todos participam, todos são compreensivos e preocupados com a comunidade e com a família. Temos uma das congregações mais ativas da região. Eu considero isso um presente de Deus e um privilégio", disse o pastor Parker.”

Créditos a Genizah (com informações de BBC, GLOBO e sites de naturistas citados)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A GRANDE MERETRIZ

3. Onde existe uma igreja que leva o nome da cidade que ao mesmo tempo lhe serve de trono? “A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra” (v.18).
Isto é Roma de onde está assentada a prostitua. Porém, hoje não somente a igreja romana, mas a união de igrejas protestantes que estão aderindo o movimento romano. Na Europa já existe o Conselho Mundial das Igrejas, o qual tem a função de unificar as igrejas e ter um líder religioso mundial. O que dizemos de Roma vale, portanto, para o sistema, para a doutrina, mas não para as ovelhas dentro dessa igreja, que procuram a Jesus e querem segui-lo. A estas dizemos “fugi de Babilônia para não morrerdes em suas maldades”.
Ao longo dos anos a igreja Romana tirou o cálice de agradecimento e ao invés disto deu-lhes o cálice das abominações; ela substituiu o sacrifício de Jesus no Gólgota pelo sacrifício da santa hóstia na missa. Por isto a chamamos de meretriz, falsa enganadora.
Todos os interpretadores e teólogos concordam que a meretriz não se trata de algo alegórico, mas são unânimes em dizer nas suas confissões: a mulher Babilônia é uma figura da cidade de Roma, e Roma é o Império Romano.
Os Católicos entendem ser a antiga Roma pagã, mas não pode ser, pois a profecia do Apocalipse não foi cumprida nela. A Roma que mais tarde tornou-se cristão, desde o seu desvio do evangelho e das doutrinas, tem todas as características que o Apocalipse atribui a Babilônia e seu paganismo.
Fica confirmado, pois, que o vinho que a mulher leva em sua mão é uma representação das falsas doutrinas com as que têm enganados à grande maioria dos habitantes da terra.
IV.  A GRANDE MÃE DAS MERETRIZES

“Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (v.5).

Deve tratar-se de alguém ou algo muito abominável, pois esta Babilônia é não somente objeto da ira de Deus, mas objeto do “furor” da sua ira.
No capítulo 14.8 é proclamada a queda de Babilônia por um anjo de Deus. Aqui no capítulo 17 trata-se do movimento religioso mundial que haverá naqueles últimos dias. Será uma falsa igreja mundial apoiado pela segunda Besta (Ap 13.1-18).
O nome Babilônia associando à mulher, indica a falsa igreja que dominará a terra com todo o tipo de engano, que hoje já se vê indícios disto por toda parte: “Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações, por isto enlouqueceram” (Jr 51.7).
A Babilônia tem sido a mãe dos falsos sistemas religiosos. A história nos conta que as religiões falsas (que sempre incluem a idolatria) tiveram sua origem com Ninrode e sua mulher Semírames, no primitivo reino de Babel (de onde vem Babilônia (Gn 10.8-10). Ele foi o primeiro imperialista da história (Gn 10.10-11). Ele também liderou o povo no primeiro ato religioso (falso), que foi a construção da torre de Babel, cujo único objetivo (como os demais semelhantes) era o culto idolatra. Hoje o sincretismo desta falsa religião está no seu auge, a caminho do reinado do anticristo, ocupando-se de práticas de paganismo oriundos da antiga Babilônia. Por isto Deus chama seu povo a fugir de Babilônia, antes da sua destruição final. Por sua vez, o Novo Testamento exorta os crentes a saírem da Babilônia dos últimos tempos.

1. Porque esse nome? Porque Babilônia foi o berço da religião falsa. Babilônia foi a capital pagã de onde surgiram todas as formas de maldades idolatra e místicas. Cristo usa esta palavra para falar da profanação efetuada pelo Anticristo no tempo do fim (Mt 24.15).

2. A mãe das prostitutas, o que indica que não está só e que tem filhas que seguem seus mesmos passos. É triste ter que reconhecer que a grande maioria de igrejas que dizem ser protestantes, uniram-se com Babilônia ao sacrificar parte da verdade, acomodando-se a doutrinas e tradições que não têm nenhum apoio na Palavra de Deus. A igreja romana acomodou em si um paganismo antigo vindo de Babel para corromper as nações, porém muitas igrejas protestantes de hoje criaram para si um paganismo moderno para enganar e corromper o evangelho de Cristo.
O ecumenismo hoje tão defendido e desejado por aqueles que gostam do caminho largo, porque permite tudo, é um certeiro sinal da futura religião da Besta.

3. Na sua fronte achava-se um nome, mistério (v. 5). A palavra mistério associada à mulher, identifica-a com ritos religiosos, mistério das falsas religiões, como magia, ocultismo, idolatria etc. Aqui também se trata de algo místico, não literal, equivalente a sinal.
Este nome escrito na testa da prostituta indica um sistema religioso apóstata, e isto podemos ver dentro do romanismo. Cada coisa na liturgia desta grande organização é envolvida em mistério, com o propósito de impressionar os homens com seus segredos e sua secreta autoridade sobrenatural. Sua pretensão de encaminhar o destino eterno de seus seguidores, seus ritos e cerimônias místicas, seus vestuários sacerdotais, seus movimentos, atitudes e artifícios, tudo envolve em mistérios. Todos estes rituais místicos são oriundos do antigo ritualismo pagão de origem babilônica.
Esta igreja de que estamos tratando será chefiada pelo Falso Profeta, um super líder religioso aliado do anticristo conforme o que se vê no capítulo 13 apocalipse.

4. Embriagada com o sangue dos santos (v. 6). Quem conhece a história, sabe que a igreja de Roma tem um passado gravado na História mundial com letras de sangue. Pensamos nos rios de sangue, que clamam ao céu. Esta mulher derramou o sangue dos discípulos de Jesus com tamanha crueldade satânica através de Nero; a chamada “Santa Inquisição” foi mais um ato de crueldade da meretriz. Por isto dizemos que a igreja de Roma é a herdeira da grande Babilônica, tanto com respeito aos mistérios pagãos da Babilônia, que foram transformados em ritos cristãos, como também com respeito à perseguição do povo de Deus.
Naqueles dias, a religião falsa (no comando do falso profeta), aliada ao sistema político mundial, também perseguira até a morte a todos os que verdadeiramente adoram a Deus em verdade e espírito.
Então a besta será dirigida por um chefe que vai fazer com os cristãos, tudo aquilo que o império romano já fez no passado. No tempo atual ele está no abismo, e de lá ressurgirá para ajudar Satanás, seu chefe, a administrar a besta.
É esta manifestação demoníaca que ocasionará a cura milagrosa no chefe da besta (Ap 13.3), e que deixará os incrédulos e os crentes mal alicerçados maravilhados com o seu “poder”.
V.     O MISTÉRIO DA MERETRIZ

1. A admiração de João. “Quando vi admirei-me...” (v. 6). João não consegue compreender o que viu. Porque João ficou tão admirado, tão abalado? Porque ele o discípulo de Jesus, vê a mulher que era uma vez noiva. Originalmente esta mulher foi uma vez noiva, submissa ao Senhor Jesus, mas ela transformou-se em prostituta. A primeira igreja, a igreja primitiva, era uma igreja cheia do Espírito Santo e de Seus dons, porém, quando Constantino a reconheceu como igreja oficial do império, ela transformou-se na meretriz que João vê. Ela tem enganado e contaminado milhares de pessoas com seus dogmas e tradições entregando ao espírito anticristão. A grande meretriz é, portanto, todos os cristãos apóstatas dos tempos finais que não será arrebatada. Se você reconhece que pertence a este sistema que praticas prostituição espiritual, então sai do meio dela e entrega a tua vida a Jesus Cristo.

2. O anjo revela o mistério. “O anjo, porém, me disse: Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e os dez chifres e que leva a mulher” (v. 7).
João ficou grandemente admirado vendo a mulher com todo aquele aparato que o anjo prontificou a revelar todo o mistério, tanto da “mulher” como da “Besta”.
“A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo” (v.8). Isto tem a ver com o império Romano no passado, porém, estava atuado nos dias de João por isso o anjo diz “era”, mas está para emergir do abismo - “vendo a besta que era e não é, mas aparecerá” (v.8), ou seja ela irá ressurgir novamente no governo do anticristo.
A Besta fará para que possa implantar uma nova religião, uma nova ordem mundial para sua própria adoração. O falso profeta cuidará disto tornando obrigatório este culto.

3. A mulher esta sentada numa besta (v. 3). A visão do Apocalipse revela que a falsa igreja estará montada numa Besta. Compreende-se que haverá um pacto amistoso do Império Romano ressuscitado (a besta) ao poder religioso que dominará na época. Isto prova que na grande tribulação ela estará novamente unida a um sistema político. Trata da confederação de nações sob o governo do anticristo. Neste tempo a igreja falsa conduz à Besta, mas depois, esta virar-se-á contra aquela e a destruirá, como veremos no versículo 16.

4. O nome de blasfêmia (v. 3). “besta repleta de nomes de blasfêmia” (v.3). Na besta que ela monta estão escritos nomes de blasfêmia. A proclamação de infalibilidade do papa é o grande cumprimento desta palavra, que ultrapassa todos os outros cumprimentos.

5. Sete cabeças da Besta (v. 3). “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis” (v.9). Isto também é mencionado nos versos 3 e 7. Aqui figuram sete montes e também sete reis, ou sete reinos o qual a mulher está sentada.
A mulher está sentada sobre sete montes (vvs. 9 e 18). Sabemos que Roma é a única cidade no mundo construída entre sete montes. Portanto, os sete montes referem-se a Roma, que originalmente foi edificada em grande parte o culto idólatra babilônico, que ainda hoje é visto disfarçadamente na liturgia da igreja romana.

6.“A mulher que viste” (v. 18). Há duas coisas implícitas no símbolo da mulher na explicação do anjo: 1. Um sistema religioso (17.1-6). 2. Uma cidade onde o falso sistema religioso terá sua sede.
A igreja Católica ensina a seus seguidores que ela é a verdadeira igreja, a igreja mãe, mestra e regente de toda a igreja cristã. Roma exige obediência completa não somente em assuntos espirituais, mas também em assuntos políticos. Roma nunca desistiu deste objetivo. De acordo com a palavra profética do Apocalipse ela ainda terá seu apogeu na história mundial através da unificação política e militar da Europa, com a restauração do Império Romano na pessoa do anticristo.
7. Os dez reis ou reinos são os dez chifres da Besta. “São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e quando chegar, tem de durar pouco” (v. 10).
Entendemos que os cinco reinos que existiram antes dos dias do apóstolo João, falam dos sucessivos impérios mundiais que abrigaram, apoiaram e praticaram as falsas religiões organizadas em oposição aberta a Deus, começando por Ninrode, na primeira Babilônia. Os impérios mundiais:
A. “Cinco caíram...” Desses sete reinos, cinco são hoje passados: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Persa, Grécia.
B. “Um ainda existe”. João refere-se ao Império Romano que na época estava em evidência.
C. O sétimo é ainda futuro. Será uma forma antiga do Império Romano, constituído de sete reinos confederados, equivalentes aos dez dedos das duas pernas deste antigo Império Romano.
Conforme Apocalipse 13, a besta será o anticristo o oitavo rei ou reino mundial. Este reino emergira do anterior, diz este versículo em outras palavras: “quando assumir o controle dos dez reinos, isto será o oitavo reino”. Revelação idêntica que Deus deu ao profeta Daniel em 7.24 que diz: “Dez reis que se levantarão daquele mesmo reino”. É, pois uma forma daquele antigo Império. É claro que não poderá ser o mesmo, porque aquele era regido por um único soberano, e o futuro será por dez reis com suas capitais. Eles formaram uma confederação de nações durante a grande tribulação. Dizemos confederações porque num pé os dedos são ligados (Dn 2.42-44). Com a formação destes dez Estados estará pronto o palco para formação do reino do anticristo que durará sete anos.
“E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a perdição” (vvs. 3, 7, 10, 11).
De acordo com a explicação acima, o oitavo rei é a besta, procede de um dos sete, e caminha para destruição.
A besta, o anticristo Apocalipse 1, será o derradeiro império mundial unificado. É um dos sete, mas também é o oitavo. Isto pode significar que pertence ao mesmo sistema mundano ímpio, ao qual pertenciam os sete primeiros, mas que não faz parte daquele grupo, mas procede dos sete.
“Os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão a autoridade como reis, por uma hora, juntamente com a besta” (Ap 17.12).
São os dez reis que estarão unidos à besta no seu governo. Isto no entanto, não significa que somente dez países formarão o Império Romano nesta última fase; ele terá proporções mundiais. Significa somente que estes estarão no comando do governo, tendo porém o anticristo como o cabeça do império.
A profecia fala de tempos futuros, e por isto eles aqui, ainda não tinham recebido o reino. Eles reunirão com o anticristo por uma hora, e como todos eles são anticristãos, acatarão as instruções de como deverão agir em perseguição aos santos. Os dez formarão um acordo. Esta reunião decisória marcará o ponto de partida da estruturação das ações da besta.

7. As nações entregarão o poder (comando), ao anticristo. “Têm estes um só pensamento e oferecem à Besta o poder e a autoridade que possuem” (17.13).
Este texto das Escrituras é um versículo-chave das profecias para os fins dos tempos. A diferença entre o sétimo e oitavo reinos seja a seguinte: o sétimo é constituído de países independentes (confederações – blocos). E o oitavo é composto dos mesmos países, porém sob o governo do anticristo.
As palavras um só pensamento referem-se à síntese da unidade mundial. Devemos notar bem que os “dez reis” não são forçados a entregar o poder ao maligno, à besta, mas que eles “oferecerão à besta o poder e a autoridade que possuem”.
VI.  A QUEDA DA GRANDE MERETRIZ
 
“A besta e os dez chifres que viste são os que odiarão a prostituta, e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo. Pois Deus lhes propôs no coração o realizarem o intento dele, concordando dar à besta o poder de reinar, até que se cumpram as palavras de Deus” (Ap 17.16-17).
A mulher, como já mostramos, é a falsa igreja liberal, atraente e sincretista, que guiará o anticristo ao poder sobre os dez países, nos primeiros três anos e meio. Quando os dez países (confederações) passarem para o domínio do anticristo, formando seu reino, no início dos últimos três anos e meio, eles juntamente com a Besta destruirão a igreja falsa para que a nova forma de culto tenha lugar – o da besta. De uma hora para outra, milhões de pessoas sentir-se-ão abandonadas espiritualmente. Esta dor será ainda maior, se as pessoas amarem mais a instituição do que a Palavra de Cristo.
Ao romper sua aliança com os judeus, o anticristo romperá com a igreja apóstata, da qual ele recebeu apoio enquanto necessitou da sua influência para galgar o poder, e a destruirá totalmente.
No final da grande tribulação, após as pragas de juízos serem derramadas sobre este mundo e sobre o trono do anticristo, ele levantar-se-á contra tudo que se chama Deus e blasfemará de Deus, e será neste momento que o Senhor Jesus virá em glória para dissipar o anticristo e o Falso profeta.
“Guerrearão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores, e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, chamados eleitos e fiéis” (Ap 17.14).
Na vinda de Cristo em glória, O Senhor Jesus destruirá o anticristo e aos que se aliam na batalha final de Armagedom.
Estamos nos últimos dias do “tempo do fim”, o “tempo dos gentios”. O fim para o governo humano na terra. O tempo do arrebatamento da Igreja do Senhor e da revelação do Reino de Deus visivelmente. Um Reino que subsistirá para sempre e que não passará a outro povo.

Pr. Elias Ribas
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